Confesso: quando me descobrem um defeito ou descortinam um atributo e me perguntam de seguida qual é o meu signo, sinto um certo desconforto.
É como que se me dissessem que a responsabilidade ou mérito pelas minhas qualidades ou imperfeições estivesse fora de mim, e não fossem o resultado das minhas acções ou índole, mas antes a conjugação ou influência de distantes corpos celestes.
Ora, eu que já levo quarenta e tal anos disto que se chama vida, considero que há muita coisa em mim que resulta de um esforço por ser melhor a cada dia, das muitas imperfeições de que continuo a sofrer, erros que teimo em repetir, da herança genética dos meus progenitores, dos dons e talentos que me foram entregues por Deus para eu administrar. Portanto, uma caminhada cheia de avanços e recuos.
Podem apelidar-me de céptico ou descrente. Reclamo porém os direitos de propriedade e responsabilidade daquilo que me é atribuído como predicado ou deformidade. Para o bem ou para o mal, é meu!
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