por Gualter Pereira

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Ser pai é adquirir a capacidade da gratidão eterna.

O eterno é algo que nos parece pouco humano. Ainda assim, esta virtude particular cola-se-nos à função paternal porque na essência estamos a dar eternidade ao mundo.

Então, é como que se uma faculdade não inicialmente nossa, nos fosse atribuída por empréstimo, ao mesmo tempo que um novo ser nos é confiado para cuidarmos.

Há algum tempo um amigo que admiro como pai exemplar, exprimiu-me a convicção de que ser progenitor ajuda a compreender o amor de Deus, como o de um pai. Nunca mais perdi o rasto a esta afirmação. Nunca mais perdi o desejo e a curiosidade de compreender desta forma o incondicional e imensurável interesse divino por nós.

Ser grato pela paternidade que me foi confiada é sentir que ela mesma me aproxima do Pai como nunca. A cada passo desta jornada, a gratidão é maior e mais forte a ponto de só caber na categoria do que é eterno.

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