Cada ano de vida completado agiganta o desafio de manter a felicidade na simplicidade, de esvaziar do nosso interior o lixo inútil, as mágoas, as decepções, as perdas e os erros, as crescentes intolerâncias que vamos acumulando umas vezes por birra tonta, outras pelo afã de nos agarrarmos ao que afinal já não faz sentido. A estação é outra, o contexto é diverso, a realidade mudou.
Tal qual como se habitássemos uma enorme casa desde a nascença, onde o “destralhar” é agora cada vez mais urgente e essencial para que o ar continue respirável, o espaço revele uma certa ordem, e o que está ao redor anuncie identidade, conforto, utilidade, afeição.
Os últimos tempos têm sido assim. De um certo “destralhe” existencial. E nessa caminhada tenho verificado uma verdade evidente: É o imperturbável e imutável Amor do Pai que nos acerta a caminhada e nos dá a percepção do basilar.
A minha prece é para que o meu coração se alinhe numa posição totalmente vulnerável à acção correctiva desse Amor.
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