por Gualter Pereira

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As conversas são labirintos. Um ponto de partida, várias escolhas de caminhos, avanços e retrocessos. É caminhar por vezes em círculos, voltar noutras alturas ao ponto de partida, para recomeçar. Pelo meio, há muita troca de informação, conhecimento e a inescapável formação de opinião.

A beleza do labirinto é o desafio da descoberta. O encanto das conversas está no entendimento e na revelação do outro, mesmo que este se encontre nos antípodas da nossa posição.

Nas esquinas dos enredos das conversas, ora nos expomos, ora nos escondemos, e lançamos ao outro o repto de nos capturar, em becos sem saída para onde nos esgueiramos.

Há toda uma arte nos labirintos, tal como nas conversas. Uma peculiaridade, que vem da junção de dois ou mais seres, entretidos na manufactura do dizer.

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