É tempo de parar, respirar fundo e pensar.
Em tempos como estes é preciso fazer deste dia algo mais do que uma marca no calendário de efemérides.
É preciso dar a conhecer e não deixar esquecer, para que não volte a acontecer.
Os discursos do ódio, da ilusória divisão entre “pessoas de bem” e “os outros”, a falácia da defesa ideológica dos valores de um cristianismo musculado, incompatível com a mensagem original, crescem e frutificam. O sentimento de frustração e impotência perante a avalanche justiceira pode desmobilizar-nos.
É preciso acordar!
É necessário relembrar que nada disto é novo, e que tudo começa sempre num afã de “boas intenções” de “pessoas de bem”, até descambar numa vertigem de desumanidade cruel.
A realidade é sempre mais complexa do que nos querem fazer crer os portadores das receitas extremas. Não há soluções fáceis e mágicas. O extermínio, a disseminação do ódio e a radicalidade insensível, nunca se revelaram caminhos acertados.
E se não conseguirmos mudar a mentalidade cauterizada de uma geração impassível e arrogante, precisamos urgentemente anunciar às novas gerações a importância de aprender com o passado. A memória e a aprendizagem são as ferramentas.
Não podemos regressar ao erro.
Deixe um comentário