Vislumbre

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evidências faustosas.

És o luxo dos meus dias austeros. Isto parece redutor e à primeira vista roça o insultuoso, mas não interpretes mal: Não és um mero produto extravagante comprado a preço proibitivo, com a função de satisfazer um ego voraz ou para ser exibido como conquista. És um luxo, sim, porque é nessa categoria que me é permitido aceder a estados elevados do sentir, do fruir, do percepcionar, do apreciar. Por vezes, apenas o luxo permite aflorar o que é elegante e sofisticado, e abre as portas à exuberância da generosidade. E na órbita desse estado altivo, encontro alento para enfrentar o corriqueiro, o banal, a lentidão medíocre da existência.