O chamado lifestyle festivo, espectacular e lúdico que se tornou numa tendência ou num medidor de sucesso, estará a tornar-nos numa comunidade social cada vez mais infantilizada.
Em consequência, estamos lentamente a desaprender a arte de saber lidar com a oposição, a contrariedade, a tragédia ou o desconforto, senão na base do amuo, da birra, do apontar o dedo ou do insulto ao que ouse ameaçar o nosso estilo de vida cool.
Num certo sentido, vamo-nos deslembrando do uso do processo de análise, da ponderação, de reflectir e sermos moderados. Consequentemente perdemos a capacidade da aceitação, de sermos inclusivos e tolerantes.
A vida tal qual, nua e crua, por vezes luzídia, outras vezes obscura, é um factor de equilíbrio e um bom exercício para o músculo do bom senso.
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