Se alguém nos procura, livre do peso do interesse instrumental, para simplesmente conversar sobre assuntos da banal existência humana, isso é uma declaração de amor. Uma espécie de amor livre, não convencional, despido da matemática da partitura. É como interpretar música de ouvido. Talvez nunca nos tornemos executantes com perfeição irrepreensível, mas ninguém nos retirará o prazer da fruição da plenitude do sentir e da partilha. O passar do tempo tem-me ensinado a dar primazia a esse amor inconvencional. O instrumento do amor é a partilha, e é preciso ter as unhas do arrojo prontas para o tocar.
6 respostas
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Totalmente de acordo.Boa semana.
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Obrigado. Boa semana!
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A música da partilha só pode ser tocada de ouvido, pois há uma sublimação na melodia que não cabe em partituras que a espartilham.
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Totalmente…
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“O instrumento do amor é a partilha” Gostei muito desta perspetiva de “amor inconvencional”… Penso que o bem mais precioso que podemos dar a alguém é o nosso tempo, sem busca de lucro ou interesse próprio como refere. Assim, dedicar tempo e atenção a alguém será amar esse alguém.
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E mesmo essa a ideia que pretendi transmitir. Obrigado pela visita e pela sintonia revelada no comentário.
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