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Boa noite, GualterPermita que junte ao seu texto, este texto de um louco perdido.”De tempos a tempos,Malditos tempos,Gente atónita é chamada à realidade De um mundo que de sereno nada tem.De tempos a tempos,Malditos tempos,Lamentamos que mais uma vezSeja a morte a anunciar a alvorada. De tempos a tempos,Malditos tempos,Lamentamos que falsos relâmpagosQue, soltos do solo, ofusquem as estrelas.De tempos a tempos,Malditos tempos,Voltamos a um velho pesadeloDe despertarmos com a música da metralha.De tempos a tempos,Malditos tempos,Assistimos a marchas fantasmasDe gente genuína à procura do nada.De tempos a tempos,Malditos tempos,Do céu noturno chove abruptamenteA morte, ao ribombar dos canhões. De tempos a tempos,Malditos tempos,Sem sabermos o onde, nem o por quê,O fedor da pólvora, abafa o doce aroma da terra.De tempos a tempos,Malditos tempos,A gente simples é levada a acreditarQue estas são explosões únicas de pessoas loucas.De tempos a tempos,Malditos tempos,Os poderosos convencem os simples que “esta”Não é mais uma conta no rosário da Exploração”
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É verdade, nestes momentos negros da existência só a “tenacidade nua e crua” dá força àqueles que precisam de ultrapassar experiências inimagináveis. A retórica de que a “vida nos dá o que precisamos e não o que desejamos”, entre outras, é inútil e descabida nestas circunstâncias avassaladoras.
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“A Esperança criou asas…” Feliz 2025!
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Obrigada por trazer essa escrita tão bonita para cá.
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